

As fraturas da extremidade do rádio, região nomeada como rádio distal, representa o principal local de fraturas no punho.
Ocorrem majoritariamente pelo mecanismo nosso de defesa de, ao sofrer uma queda, colocar a mão estendida ao solo como forma de amortecer a queda e proteger regiões mais importantes de nosso corpo, como crânio, face e tórax. A energia da queda, concentrada na extremidade distal do rádio(região do punho) pode vencer a resistência óssea e levar a uma fratura
Dor, edema, vermelhidão, incapacidade de movimentar o punho e, até mesmo, uma deformidade no punho que ocorrem após algum trauma nesta região são fortemente sugestivos de uma fratura do rádio distal.

Como confirmar que quebrei o punho(rádio distal)?
Mesmo com todos os indicativos de uma fratura do punho, é imperativo termos um exame de imagem para confirmação diagnóstica. A radiografia, por ser um exame amplamente disponível em unidades de atendimento, é o primeiro exame a ser feito no paciente com a suspeita. A se depender da dúvida diagnóstica após a radiografia, ou do planejamento terapêutico da fratura do rádio distal, pode-se lançar mão de uma tomografia da região do punho.


Radiografias de punho com fratura do rádio
Quando a fratura do rádio distal encontra-se com o osso desviado, tem traço de fratura que causa incongruência na articulação ou tem sinais de instabilidade(tende a piorar a posição na evolução): indicamos tratamento cirúrgico.
A cirurgia é feita em um centro cirúrgico, no qual é lançado mão de dispositivos para restabelecer a posição anatômica do rádio distal. Podemos utilizar como opções no tratamento da fratura do rádio distal: placas, parafusos, fio de kirschner( tipos de pinos metálicos empregados nas cirurgias ortopédicas) ou, em casos muito específicos, fixadores externos. O que determina o uso de cada tipo de implante é, sobretudo, a configuração da fratura do rádio que o paciente sofreu.

No pós-operatório de uma fratura do rádio distal o paciente é orientado a mobilizar os dedos para evitar rigidez e controlar o edema, que é comum após operar. Preferencialmente feito em conjunto com um terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta especializado, retira-se progressivamente a imobilização para que o paciente vá retomando o movimento do punho.
Em trabalhos leves, que não envolva força ou carregamento de peso, estima-se que o paciente possa ir retomando gradualmente suas atividades com 4 semanas após a cirurgia para fratura de rádio distal. Em atividades que envolvam força, ou mesmo trabalhos com tal intensidade, preza-se por um repouso maior para o retorno, sendo de 3-6 meses após a cirurgia para tratamento da fratura do rádio distal.
Dr. Guilherme Meneghel
Ortopedia | Cirurgia da mão e punho
CRM: 183.821 | RQE: 91013/ 111694