


Resumo Clínico: A Síndrome do Túnel do Carpo é uma neuropatia compressiva provocada pela pressão sobre o nervo mediano no punho. Gera dormência, formigamento e dor na mão (especialmente nos dedos polegar, indicador e médio), podendo evoluir com perda de força e atrofia muscular. O tratamento varia desde medidas conservadoras (órteses noturnas, medicações e fisioterapia) até a descompressão cirúrgica em casos refratários ou graves.
É o nome dado ao conjunto de sinais e sintomas que ocorrem quando há a compressão do nervo mediano em sua passagem pelo túnel do carpo, localizado na altura do punho.
Este canal é um espaço anatômico estreito e com pouca complacência (capacidade de se expandir). Por ele, passam o nervo mediano juntamente com nove tendões flexores responsáveis por dobrar os dedos. Quando ocorre qualquer aumento de pressão dentro desse canal, o nervo é comprimido por não haver espaço para acomodação dessa pressão.
A Síndrome do Túnel do Carpo manifesta-se principalmente por:
A condição ocorre quando o nervo mediano é submetido a um aumento prolongado de pressão no interior do canal do carpo.
Acomete com maior frequência mulheres acima dos 40 anos. Essa compressão pode ser idiopática ou estar associada a condições sistêmicas (como gestação, diabetes mellitus, reumatopatias, hipotireoidismo e doença renal crônica) e a rotinas operacionais ou manuais que mantenham o punho em posição estática de flexão ou extensão prolongada (como uso contínuo de mouse, digitação ou dirigir).

A condição acomete predominantemente mulheres acima dos 40 anos, podendo estar associada a condições clínicas sistêmicas como gestação, diabetes mellitus, reumatopatias, hipotireoidismo e doença renal crônica.
Além disso, surge com frequência em pessoas que realizam atividades manuais repetitivas ou que mantêm o punho em posição estática (fletida ou estendida) por longos períodos — como no uso contínuo de mouse e teclado, leitura prolongada de livros ou ao dirigir.
Embora nem todos os fatores de risco possam ser evitados, algumas medidas ajudam a prevenir o surgimento ou o agravamento dos sintomas:
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de sintomas característicos como formigamento e perda de força no polegar, indicador e dedo médio, especialmente no período noturno.
No exame físico, o cirurgião da mão realiza testes provocativos específicos. Para confirmar a gravidade da compressão e auxiliar no planejamento do tratamento, podem ser solicitados exames complementares:
A compressão prolongada e contínua do nervo mediano pode levar à perda progressiva da sensibilidade na mão e, principalmente, à perda de força e atrofia muscular na base do polegar (região tenar).
É fundamental ressaltar que os danos motores e neurológicos resultantes da compressão crônica podem se tornar irreparáveis com o tempo, tornando o diagnóstico e o tratamento precoces indispensáveis.
Não existe um único "melhor tratamento", mas sim a conduta mais adequada para o estágio de evolução em que o paciente se encontra.
Indicado para os estágios iniciais, envolve o uso de medicações, fisioterapia direcionada para a mobilidade do nervo mediano e o uso de órtese noturna para manter o punho em posição neutra durante o sono.
Ganhas indicação nos casos mais avançados ou após falha do tratamento conservador. A cirurgia consiste na liberação do retináculo dos flexores (o teto do túnel do carpo). A secção desta estrutura aumenta o espaço interno do canal, reduzindo a pressão sobre o nervo mediano e promovendo a melhora progressiva dos sintomas.
Dr. Guilherme Meneghel
Médico Ortopedista e Traumatologista | Especialista em Cirurgia da Mão e Microcirurgia
CRM-SP: 183.821 | RQE Ortopedia: 91013 | RQE Cirurgia da Mão: 111694
Graduação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) | Especialização pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP)
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM)
Consultório: Rua Harmonia, 1323 - Vila Madalena, São Paulo - SP
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